“A decepção é a raiva dos fracos“
Dr. House, personagem de um seriado americano de mesmo nome.
Raiva dos fracos, raiva dos fracos, raiva dos fracos…será?
Tenho tido muitas lições nos últimos dois meses e se há uma pergunta que não falta em nenhum momento em minha cabeça é a que intitula este post.
Sempre criamos expetativas para tudo. Por mais que nós tentemos não criá-las e falemos ‘eu não espero mais nada’, isso em si já é uma expectativa. Sempre esperamos que algo não aconteça para que isto justifique o que dissemos anteriormente. Mas…e quando isso acontece? E quando somos surpreendidos dentro de nossa própria ansiedade e somos forçados a esperar por algo? As expectativas são criadas, porque nos é sinalizado e alimentado nas entrelinhas do que nos é dito, em ideias, promessas e palavras que nem precisam ser ditas para serem compreendidas. Compreendemos da forma como sentimos. Como evitar tais enganos? Como entender o que nos é dito nas entrelinhas? Como conseguimos enxergar que algo está dando errado e que o que vem acontecido não é nada daquilo que esperamos um dia?
Como, como, como? Como sentir? Ou será que não devemos sentir? Devemos ser transparentes? Devemos nos mascarar? Devemos passar adiante a responsabilidade que temos de esperar por algo que pode não acontecer? Por que tanto sonhos, tantos planos? Estamos todos sujeitos…e por mais transparentes, verdadeiros e evidentes que possamos ser, sempre haverá alguém que espera exatamente o mesmo que você. Sempre estamos, invariavelmente, conhecendo e nos relacionando com pessoas que, como nós, estão cheias de dúvidas e conflitos dentro de si.
Por isso nos decepcionamos. Porque ESPERAMOS DEMAIS. Esperamos um gesto, esperamos um telefonema, esperamos um convite, esperamos, esperamos, esperamos…e podemos nos machucar e machucar a outros também, sem saber.
Nos equivocamos, choramos, sofremos, nos contentamos. Até pensamos encontrar a felicidade. Aprendemos diariamente, com todas as nossas expectativas frustradas. Causa a nós a tristeza, a angústia ou até mesmo a raiva. Mas isso é vida.
Viver faz parte da vida. Agora aproveitá-la depende somente de cada um de nós! E apesar de tudo, é desta forma que crescemos, é neste ciclo, que tornamo-nos novos, de novo.
Por isso discordo de House. Não se trata de fraqueza e sim de sobrevivência. Somos humanos e isso já explica boa parte de minhas dúvidas.
Por isso que acredito que só devemos confiar e esperar em Deus.
Somente Nele