“Assim, quer vocês comem, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus” (I Co 10: 31-32)
O que me faz falar sobre esse assunto, como post ‘inicial’ em meu blog é simplesmente o fato de quê tal assunto é digno de muita – MUITA MESMO – reflexão…
Tomando o texto bíblico supracitado e o artigo “Estreitar, mas sem perder a largura” do pastor Ed René Kivitz (o artigo encontra-se no livro “Outra Espiritualidade” do mesmo pastor, apresentado como o capítulo de número 50, nas páginas 233 e 234) como base, pude chegar à algumas ‘conclusões’ depois de muitas – muitas muitas muitas muitas mesmo – reflexões.
Partindo-se do pressuposto de quê Deus é o criador de todas as coisas, exponho aqui algumas questões.
1 - A sub-cultura evangélica, existe ou é apenas uma invenção?
2 - O ‘crente-evangélico’ em seu jeito de viver, é inserido ou retirado do ‘mundo-criação’ (lê-se qualquer coisa que não faça parte do ‘mundo-mundo’, que pra falar o português bem claro, é a parte dominada pelo diabo)?
3 – Jesus se afastava do ‘mundo-mundo’ ou das pessoas mundanas?
4 – A igreja que Jesus propôs é envolvida ou separada do ‘mundo-mundo’?
5 – Os fariseus da época de Jesus, são diferentes dos fariseus da época de hoje?
Achou as respostas?
É preciso estreitar, claro…o texto de I Coríntios deixa isso nítido. Mas…o que fazer com a cultura? Kivitz explica, depois de muito refletir, presumo, que é necessário sim, seguir o que é proposto por Paulo. O grande problema é aquele negócio de neguinho querer espiritualizar tudo e achar que a concessão de liberdade à interpretação bíblica é mais do que suficiente. Não! Tal movimento, naturalmente, propõe riscos, como o surgimento de aventureiros, estelionatários e pervertores da doutrina apostólica, um preço que o cristianismo já pagava e paga até os dias de hoje…mas ainda assim, a dinãnica da fé evangélica – no sentido mais amplo da palavra – é tributária desde privilégio à reflexão.
Por outro lado, devemos lembrar que tanto a autonomia de interpretação quanto a autonomia do pensar devem ser submetidos única e exclusivamente à Bíblia. Isso significa que a Bíblia se interpreta com a Bíblia e o pensar humano também. No fim das contas, não há tanta autonomia assim…
Concordo que deve haver reflexão, desde que tal reflexão nos leve às Escrituras, à obediência a Deus. Reflexão que não se volta para a Palavra é pura perca de tempo e desperdício de neurônio (sim, eu sou radical).
Mas o que dizer do artigo do Kivitz? Seria perca de tempo? Seria dinâmica de fé? Prefiro não pensar mais dessa forma…
Absorvo para mim o que eu bem entender e achar melhor…não por tomar posse de uma visão egoísta, mas simplesmente pelo fato de que eu tenho que, sozinha, descobrir o que eu quero, o que eu acho certo ou errado e criar opiniões formadas à respeito.
Tenho plena convicção de que muitas igrejas acabam por estreitar, estreitar e estreitar, sem focar na largura, no evangelho propriamente dito e também acredito que muitas delas perderam a visão da graça de Deus. Não no sentido ‘bom’, em que se pode fazer tudo e não levar culpa de nada. Não, não é nada disso!
Mas a graça, é assunto para um próximo post…
Até lá, Deus abençõe!